quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Que parte do "não quero namorar" você não entendeu?

Sol, calor, pessoas felizes (nossa! Será que estou mesmo em Curitiba?). Era um dia atípico (Claro né, felicidade, sol e calor em Curitiba só pode ser atípico). Resolvi dar uma volta no centro da cidade, passei no calçadão da XV....por ser sábado não estava muito cheio. Quando passei na frente de um tubo (é como chamamos as paradas de ônibus aqui, procurem “Tubo Curitiba” no Google....arrazô) e ganhei um “fiu fiu”...achei um sarro...rí muito. Mas isso foi o suficiente pra eu me sentir o máximo até a hora de dormir.

Cheguei em casa, com meu óculos escuro Mr.Cabanna (essa marca é uma marca?) e decidi que iria sair e ser o homem mais desejado da balada.

Cheguei no bar (jeans, camisa por fora da calça com a manga dobrada, e um sapato preto bico quadrado – óbvio que era quadrado) recebi alguns olhares até atravessar o ambiente pra chegar no bar. Muitas poc pocs, reparei nuns 2 ursos, e algumas sapinhas também....
Estava com 3 amigas e 2 amigos. Era um barzinho legal, com snooker no andar superior, uma bandinha de rock tocando, tava legal. Conversamos, rimos muito...e depois de algumas cervejas fui ao banheiro (é por isso que odeio cerveja, mas como era pobre naquela noite...) Daí entrou uma menina e disse:

”Oi...Como é o teu nome?”.

Na hora pensei...”Nossa, to tão irresistível que até as mulheres me desejam num bar GLS”. Mas daí ela descambou em falar e percebi que tava me achando demais pro meu tamanho...rssss.

“Meu amigo gostou de ti”,

Pensei que havia voltado a 6ª série, mandar uma amiga fazer esquema...Mas poderia ser pior, poderia ter recebido um bilhetinho), daí ela tirou do bolso, enquanto eu já suava de medo, um bilhetinho (tá! Pelo menos não era azul).

“Aqui ta o telefone dele”

Eu pensei que era pegadinha, olhei pra ver se achava uma câmera, mas era tudo real, eu estava vivendo aquilo. Daí peguei o bilhete, amassei, joguei no lixo (achei que a menina ia chorar) e perguntei quem era. Fomos até o corredor, ela apontou discretamente, até que gostei... E disse:

“Pode deixar que eu pego o telefone com ele, pessoalmente, ok?!”(achei bem atitude)

Sequei as mãos e fui até ele (nunca vi uma pessoa tão vermelha na vida, tadinho).

“Oi! Não gravei o teu telefone, você poderia me passar?”
Ele “claro! Como é o teu nome?” (tava na boca, pra sair “Eu pedi teu telefone, não me responda com pergunta seu burro!”)

Disse meu nome e perguntei o dele. Ele falou, daí eu coloquei a mão na nuca, puxei e tasquei um beijão. Meus amigos gritaram, e eu fingi que não era comigo. Cheguei a pensar que podia ter beijado o cara errado...Mas como ninguém me empurrou, continuei beijando.
Trocamos telefones, finalmente, e nos encontramos...Ele me convidou pra jantar na casa dele. E eu, bem vagabundo, fui!

Cheguei na casa dele, conversamos, um papo bem agradável... Falamos muitas coisas, e eu lembro de ter dito que não era muito afim de namorar agora e tals (aqueles papos sutis que podemos traduzir por “Eu só quero transar de vez em quando, e depois a gente vê no que dá”). Enfim, fomos pra cama (Ah! O jantar estava bem bom, comi pouco pra digestão não atrapalhar na hora H). Muitos beijos, amassos... E eu já em cima dele (sem roupa, claro) Ele olha pra mim e diz:

“Quer namorar comigo?”.

Eu parei na hora, fiquei uns 10 segundos olhando pra ele e forçando pra não ficar com cara de “O que tu tá falando idiota?”. Daí eu disse:

“Tenho opção?”
Ele disse: “Letra A...” (eu pensava, MEU DEUS o que eu to fazendo aqui?) continuando...
“Letra A – Sim! Letra B – Com certeza – Letra C – É lógico!” E soltou um risinho convencido que ouviria um “te amo”.

Eu disse: “bom, acho que preciso da ajuda dos universitários...Vou procurá-los”

Saí de cima dele, puto da cara!!!! Comecei a me vestir e ele com cara de tacho perguntando o que ele havia feito. Meu! Qual a parte do “Não to muito afim de namorar...” ele não entendeu? O foda é que eu tava num lugar que não conhecia, tinha acabado de chegar em Curitiba , mas enfim, táxis tem em qualquer lugar, peguei minhas coisas e fui vazando...e o cara todo banzo....Meu se mataaaaa!!!!!

Peguei um táxi e fui pra casa... Puto da cara!!!! Jurando pra mim mesmo que tinha falado que não queria namorar.... Será que falei?

domingo, 4 de outubro de 2009

E a pancinha veio com tudo

Depois de um dia frio, 6 graus pra ser mais exato (PORRA! Estamos em pleno outono, por isso que curitibano tem cara de bunda), cheguei em casa, liguei pra mamis e perguntei “baby, quero comer uma sopa, como faço?”. Ela disse, sem pensar muito “vai no mercado e compra, elas vem em saquinhos super coloridos, vai ser fácil encontrar”. Nem a mãe me dá um voto de confiança, puta que o pariu! Assim que os risos (que eu não achei a menor graça) terminaram, disse o que tinha na geladeira e ela me deu umas dicas, tipo: tem que cortar a batata, dorar o frango, colocar o arroz já cozido só no final...essas coisas de mãe explicando receita. Enfim, fiz a sopa, que tomou uma proporção gigantesca e quase saiu da panela (detalhe que peguei uma panela enorme, mas todo bién), eu jantei, estava uma delícia. Liguei a TV, fumei um cigarro, todo orgulhoso da peripércia culinária, e comecei a zappear pelos canais. Vi que não tinha nada muito interessante, coloquei um DVD da Sharon Jones (super soul, negra com voz de diva Black, procurem) e fui me banhar. Uma água tão quentinha, ops! Era o xixi, que devemos fazer no banho pra economizar água (fonte: campanha imbecil do Green peace, pelamor...). Coloquei minha calça do pijama e comecei a secar o cabelo. Todos sabem (ou melhor, apenas quem tem pinto sabe) que um pinto sem cueca fica mais “visível” digo, ele fica mais solto e perceptível pela calça, fazendo uma leve elevação (disse elevação e não ereção). Passei na frente do espelho e percebi que a minha barriga estava quase na mesma altura, sabe?! Fazia um morrinho (na barriga), descia (abaixo do umbigo) e depois tinha outro morrinho (o pinto sem cueca). Comecei a notar que, se deixasse minha coluna ereta, e apenas inclinasse os olhos para baixo, teria certa dificuldade para enxergar o júnior, na hora pensei “Oh My God! Estou virando um objeto de desejo?” (pelo menos do meu desejo, pois, como já escrevi antes, adoro um gordinho). Na verdade, era mais fácil acreditar que minha barriga era grande, e não o júnior que era muito pequeno.... Mas enfim, ele está num tamanho bom, superior a média brasileira que é de 15 cm, e tenho certo orgulho disso. Para um magro, perceber que tem barriga é muito doloroso, pois ele continua sendo magro, mas tem uma barriga. Olhei no espelho e vi um palito enfiado numa azeitona. O que fazer agora? Correr pro banheiro e vomitar? Colocar uma cinta? Quebrar o espelho e fingir que era um sonho? Ou parar de comer tanta besteira? Tá...por ser magro, abuso de tudo e nunca me preocupei...Mas quando tinha 20 anos eu comia e não havia pancinhas, e agora? Com quase 30, a pancinha quer mostrar suas garras e dominar meu corpo....Socorro!!!!! O jeito e acordar e fazer uns abdominais, nem que seja na primeira semana, até eu me acostumar com ela e achar que está tudo normal.....E......Não está por que?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O início do descambo

Aos 21 anos, encontrei um cara (23), e me apaixonei... Foi o primeiro homem que beijei. Namoramos por dois anos, fui extremamente feliz e sei que ele também. O tempo passou, nós morávamos longe (SC-RS) e nos víamos apenas uma vez por mês. Isso, quando se é quase um adolescente, é uma eternidade... E quando nos víamos, nossa...praticamente todo o tempo dentro do quarto, um escândalo.
O tempo foi passando, ele foi engordando (ah! Esqueci de dizer que tenho uma tara por gordinhos....), e engordando, e engordando, e se acomodando....e eu, sempre enchendo o saco do coitado, dizendo que deveria emagrecer e tudo mais....
Enfim, terminamos! Saí de casa, mudei de cidade, de estado, ele continuou morando com a mãe, no mesmo emprego...
Aproveitei um ano a minha vida de “Born to be wild”, sem manter qualquer espécie de contato com o dito cujo, até que um dia (sim! Sempre há O dia), fui a uma festa, bebi algumas doses de whisky, fui pro estacionamento e liguei! Falamos muitas coisas, e eu sabia que dominava a situação, e dominava a conversa...tinha ele pra mim de novo.... E nos encontramos uma vez, duas, três, quatro....Até que um dia (ontem, para ser mais exato), conversamos, e vimos que somos muito diferentes...eu sempre querendo que ele mudasse, ele sempre continuando na mesma....
Eu percebi que não aceitava ele do jeito que ele era, mas nunca ouvi um pedido de mudança da outra parte, estava bem do jeito que eu era. Não entendo por que não o aceitei, já que era tão bom tê-lo por perto.... Acho que busco uma perfeição para concertar minhas falhas. Concentro no outro, que poderá simplesmente mudar ou não. Na verdade, não fará diferença se mudar, acho que sempre arrumarei um defeito que quebre a perfeição pois, se achá-la, me sentirei perdido demais.....